25/06/2013 10h05

Justiça Eleitoral julga prefeito eleito em Querência

Gilmar Wentz (PMDB) gastou cerca de R$ 783,5 mil na campanha eleitoral.
Marcos Lemos
Gazeta Digital
Gilmar Wentz (PMDB) gastou cerca de R$ 783,5 mil na campanha eleitoral. (Foto: Reprodução)

Levantamento feito pela Revista Época comparando dados da própria Justiça Eleitoral mostrou que o prefeito eleito Gilmar Wentz (PMDB), de Querência, município do Nordeste de Mato Grosso a 927 km de Cuiabá, gastou cerca de R$ 783,5 mil na campanha eleitoral o que representou um custo per capita por eleitor da ordem de R$ 205,39, o quinto maior gasto entre todos os 5.560 municípios do país. A cidade segundo dados do IBGE de 2012 tem pouco mais de 13 mil habitantes.

Gilmar Wentz obteve 3.815 votos em outubro do ano passado, ou seja, 50,31% daqueles que compareceram às urnas. O segundo colocado foi João Carlos Pizzi (PSD) com 3.753 votos, representando 49,69%, uma diferença de 62 votos.

Na mesma reportagem o especialista em contas eleitorais, Bruno Speck, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com base em dados da própria Justiça Eleitoral, as disputas de 2012 foram as mais caras da história do país a um custo estimado de R$ 4 bilhões usados pelos 419,9 mil candidatos a vereador e 15,1 mil prefeitos.

Tomando-se por base o custo médio por prefeito chega-se a uma média da ordem de R$ 28,87, o que coloca o prefeito de Querência, Gilmar Wentz com um investimento quase 10 vezes maior que a média. Mas ele não está sozinho, o prefeito de Lucas do Rio Verde, o empresário do agronegócio Otaviano Pivetta (PDT) apontado no país como o candidato mais rico do Brasil e que obteve 13,5 mil votos gastou uma média de R$ 184,6 por cada voto recebido. Na prestação de contas de campanha, Pivetta declarou ter gasto R$ 2,5 milhões. O levantamento mostra que ele lidera a lista da relação entre gasto e número de votos.

Mas as dores de cabeça de Gilmar Wentz não param apenas nos custos de sua campanha eleitoral. Ele responde a nada mais do que quatro processos por compra de votos e abuso do poder econômico, denunciado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que pede a cassação imediata do chefe do Executivo Municipal. O processo está concluso desde o dia 20 de fevereiro, aguardando apenas parecer do magistrado. 

O parecer dos promotores que atuaram nas eleições de 2012 é pela rejeição das contas e o pedido de consequente afastamento do prefeito de Querência.

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