17/06/2013 07h56 - Atualizado em 17/06/2013 07h58

PM investiga cabo que atirou contra si em fórum após denúncia de estupro em Porto Alegre do Norte

Procedimento administrativo apura se disparo foi acidental ou intencional. Militar é suspeito em dois casos de estupro em Porto Alegre do Norte.
G1 MT
Dhiego Maia
Cabo da PM que atirou contra si fez cirurgia de reconstituição do maxilar em Cuiabá (Foto: Assessoria/TJMT)

O cabo da Polícia Militar, de 38 anos, que atirou contra si no Fórum de Justiça em Porto Alegre do Norte, cidade a 1.146 quilômetros de Cuiabá, na última quinta-feira (13) será investigado pela corporação a partir desta segunda-feira (17). A PM vai abrir  um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias que levaram o policial a efetuar o disparo.

Ao G1, o tenente da PM, Roy Benet Rodrigues de Souza, requisitado para acompanhar o caso, confirmou a necessidade da investigação administrativa porque 'a arma usada é da instituição militar'. A investigação vai esclarecer se o disparo foi intencional ou acidental.

Ele permaneceu um dia hospitalizado no Hospital Municipal de Confresa e acabou transferido de avião para a capital. Internado no Pronto-Socorro, o militar passou por uma cirurgia de reconstituição do maxilar e, segundo informações da Polícia Militar, passa bem.

O cabo fazia a segurança do Fórum da cidade e, após o fato, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) o afastou da função. Ele tem 20 anos de carreira.

Estupro
O PM também é investigado pela Polícia Civil por dois supostos casos de estupro que teriam sido cometidos por ele em Porto Alegre do Norte. As vítimas, de 16 e 17 anos, prestaram depoimento à polícia e, uma delas, teria reconhecido o militar como o suspeito de ter praticado o crime.

Segundo os primeiros relatos das vítimas, para cometer os estupros, o suspeito sempre usava um capuz e fazia a primeira abordagem armado. Elas eram trancadas no porta-malas do veículo e levadas para um lugar remoto da cidade. No local, os abusos eram cometidos.

O delegado responsável pelas investigações, Sidarta Vidigal de Almeida, afirmou ao G1 que vai esperar o militar se recuperar para colher o depoimento dele.

Ao G1, a PM salientou que só vai se posicionar sobre o envolvimento do militar nos supostos casos de estupro após a conclusão das investigações da Polícia Civil.

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