18/03/2013 19h32

Dilma quer conversar com o papa sobre combate à pobreza e à fome

O encontro de Dilma com o papa está previsto para amanhã (19), após a missa que marca o começo do pontificado de Francisco.
Renata Giraldi
Enviada Especial da Agência Brasil/EBC
Presidenta Dilma se encontra, em Roma, com o diretor-geral da FAO, José Graziano. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (18) que pretende conversar com o papa Francisco sobre o combate à pobreza e à fome no mundo. O encontro de Dilma com o papa está previsto para amanhã (19), após a missa que marca o começo do pontificado de Francisco.

Para ela, o papa tem papel relevante nos esforços para melhorar a qualidade de vida no mundo. “Acho que [Francisco] é um papa preocupado com a questão dos pobres no mundo. O papa tem um papel especial, e eu acho que ele cumpre, vamos dizer assim, os princípios básicos que inspiraram o cristianismo e que inspiraram Cristo.”

Dilma encontrou-se hoje em Roma com o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano. “[A FAO] é uma organização multilateral em que o Brasil tem todo interesse, e mais, uma identificação”, disse ela. que considera essencial discutir o combate à fome no mundo. “Eu acredito que tratar a questão da fome no mundo é algo fundamental, porque enseja, de fato, uma perspectiva de cooperação internacional baseada em princípios de paz, de humanitarismo.”

Dilma destacou que os esforços do Brasil no combate à fome e na melhora da qualidade de vida são eficientes. “O Brasil tem uma tecnologia social, assim como tem tecnologias que desenvolvem produtos, além de grande capacidade para elevar o nível de vida das pessoas.”

Ela ressaltou que o sistema brasileiro é baseado na garantia de renda mínima para as famílias, que não têm como sobreviver à “tragédia que é a fome”. O método brasileiro “elimina o uso político” na relação entre os que dependem de ajuda e os que se oferecem para prestar assistência, destacou.

Dilma explicou que, no caso do Brasil, é o Estado que garante o apoio ao cidadão. “[A renda fica sob responsabilidade das] mulheres, porque a mulher tem um papel essencial na família. A mulher é uma provedora para os filhos”, disse a presidenta.

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