11/06/2013 07h34

Renovado, Brasil mantém só três da Copa de 2010; Espanha tem 18

Grupo comandado por Luiz Felipe Scolari é o mais diferente na Copa das Confederações em relação ao Mundial, bem atrás dos outros favoritos.
Globo Esporte
Alexandre Lozetti
O novato Lucas e o experiente Julio César (Foto: Divulgação)

Julio César, Daniel Alves e Thiago Silva. Isso é tudo que o Brasil carrega da Copa do Mundo de 2010 para a Copa das Confederações, três anos depois. Sobreviventes de uma renovação completa, que passou por dois técnicos, dezenas de convocados, e resulta em uma condição bem distinta dos demais favoritos ao título do torneio. A seleção brasileira é, de longe, a que manteve menos jogadores. Só esses três, um abismo de diferença para a Espanha, que preservou 18 dos 23 campeões mundiais, e o Uruguai, com 17 caras repetidas.

A "geração Neymar" é composta por atletas que mal haviam surgido para o futebol em 2010. O santista chegou a ser cogitado naquela Copa do Mundo, mas outros eram ilustres desconhecidos. Casos de Lucas, que ainda era chamado de Marcelinho no São Paulo, dos atuais campeões europeus, Dante e Luiz Gustavo, e do volante Fernando.

Muitos estrearam na Seleção com Mano Menezes. O treinador assumiu logo após a derrota para a Holanda no Mundial, que culminou na saída de Dunga. Além de Julio César, Daniel Alves e Thiago Silva, o único jogador brasileiro que estará na Copa das Confederações, e já disputou uma Copa do Mundo, é o atacante Fred, convocado em 2006 por Carlos Alberto Parreira.

O fato constata a queda de jogadores considerados fundamentais naquele momento, casos de Maicon, Lúcio, Kaká, Robinho e Luis Fabiano. E Felipão não se incomoda com a safra totalmente nova. Ao contrário. Abre as portas da Seleção para que novatos possam entrar.

- Alguns jogadores terminaram o ciclo, outros não estão nas melhores condições. Tinha de haver uma renovação dentro de um critério. Começou a ser feita em 2010 e ainda continua. Até a última convocação pode haver dois ou três jogadores novos - disse o técnico.

Cenário bem diferente da Espanha. Campeã na África do Sul, em 2010, ela levará ao Brasil praticamente o mesmo time. Entre os titulares que fizeram história há quatro anos, o zagueiro Puyol e o lateral-esquerdo Capdevila não fazem mais parte do grupo. Além deles, caíram Marchena, Llorente e Xabi Alonso, esse último apenas por lesão. Em seus lugares, são novidades Jordi Alba, Azpilicueta, Monreal, Cazorla e Soldado.

A estrutura do meio-campo, considerado setor mais poderoso dos líderes do ranking da Fifa, está mantida com os quatro do Barcelona: Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas, que tem atuado como atacante.

O Uruguai, que surpreendeu o mundo ao ser quarto colocado na África, também tem praticamente o mesmo plantel: 17 de 23 foram mantidos. Entre as ausências, destacam-se as de Loco Abreu e do lateral Fucile, que defendeu o Santos e é o único titular de 2010 a ter perdido lugar na Celeste.

Porém, ao contrário da Espanha, campeã da Eurocopa no ano passado, o Uruguai não faz boa campanha nas eliminatórias e corre sério risco de não ir à Copa do Mundo de 2014. Muitos criticam o envelhecimento da equipe, cujo maior trunfo é o mesmo de anos atrás: o trio ofensivo formado por Forlán, Suárez e Cavani.

Mesmo após o retumbante fracasso no Mundial, quando foi eliminada na primeira fase, a Itália manteve dez jogadores em três anos. Número que indica uma reformulação, só que mais contida que a do Brasil. Astros como Buffon, De Rossi e Pirlo seguem na Azzurra, que ganha o reforço de Balotelli, principal novidade.

Também são dez os remanescentes do México, que aposta na maturidade de Giovani dos Santos e nos gols de Chicharito Hernández, dupla que entrou em campo na África do Sul. Já o Japão, primeiro adversário brasileiro na Copa das Confederações, dia 15, em Brasília, tem nove atletas que foram convocados há três anos.

Só mesmo a Nigéria praticamente se equivale à seleção brasileira, com quatro sobreviventes de 2010. O Taiti não entra na comparação porque não participou do Mundial de 2010. Mesmo "na lanterna" nesse quesito, Luiz Felipe Scolari confia em sua Seleção e avisa:

- O que importa é a qualidade.

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