20/03/2013 09h30

Greve nas escolas estaduais em MT inicia mês que vem

Servidores estaduais da Educação que buscam a implantação do piso salarial de R$ 1.937.
Bianca C. Zancanaro
Só Notícias
Servidores estaduais da Educação que buscam a implantação do piso salarial de R$ 1.937. (Foto: Rafael Trindade)

Servidores estaduais da Educação que buscam a implantação do piso salarial de R$ 1.937, para jornada de trabalho de 30 horas, iniciam no dia 23 de abril uma greve por tempo indeterminado. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Henrique Lopes do Nascimento, disse, ao Só Notícias, que três dias após o começo da paralisação, no dia 26 à tarde, será feita uma assembleia geral para decidir o rumo do movimento. Na mesma semana será feita uma paralisação nacional para cobrar implantação do piso e a valorização da carreira.

Além da implantação do piso a categoria também reivindica regulamentação da hora atividade dos professores interinos e posse dos aprovados no concurso, que ainda não foram chamados. Atualmente o piso está em R$ 1.452 e o governo do estado concedeu 8% de reajuste e passará, em maio para R$ 1.567.

O Sindicato também cobra que o estado invista 35% de sua receita em Educação, que é o que determina a Constituição de Mato Grosso. "Se o governo tivesse a responsabilidade de cumprir com os 35% determinados na constituição poderia garantir melhores condições aos profissionais e alunos e o piso de R$ 1.937", disse.

Henrique também disse que foi pedido aos presidentes das subsedes um levantamento da atual situação da estrutura das escolas estaduais nos municípios.

Conforme Só Notícias já informou, a reforma das unidades educacionais é a outra principal reivindicação. O Sintep aponta que há casos de escolas que não recebem melhorias há 3 anos. Em Alta Floresta, por exemplo, nenhuma das 18 salas de aula possui ar refrigerado. Os equipamentos estão disponíveis, mas encaixotados por falta de estrutura elétrica. Na mesma cidade há ainda a situação da construção do prédio próprio do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), cujos trabalhos estão parados há um ano por problemas com empreiteira. Em Cuiabá, Sinop, Cáceres, Tangará da Serra e Barra do Garças, também há escolas aguardando por reformas e melhorias.

Segundo dados da Seduc, a rede estadual têm atualmente cerca de 400 mil alunos entre as 739 unidades educacionais em funcionamento.

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